Hello world! :)
Chamo-me Alexandra e tenho 24 aninhos. Estudo Ciências dos Computadores na FCUP mas o meu verdadeiro sonho é seguir Design Gráfico para o que sou formada através da escola FLAG com média de 17. Além disso sou uma aventureira e estou sempre metida em novos projetos, exemplo disso é este blogue que apesar de me fazer sentir feliz e realizada é atualizado sempre a pensar em vocês e no que gostam.
Este projeto nasceu a 24 de novembro de 2011 através do meu canal do Youtube já que estava a aprender a cuidar de mim fosse em roupas, saúde ou maquilhagem. A verdade é que na altura senti necessidade de criar o canal porque tinha muitas dificuldades nas coisas mais básicas e queria transmitir os meus problemas e como os resolvi a quem estivesse na mesma situação que eu. Tímida como era acabei por abandonar um pouco os vídeos e criar este blogue que estão a ler.
Para me conhecerem um pouco mais, além de me lerem e tentarem conviver comigo nos meus contactos (ver aba respetiva) podem ler estes posts e estas TAG's e darem-me a vossa opinião.
Sorrisos,
Alexandra :)

A 21/10/2013

EM segunda-feira, outubro 21, 2013
Alexandra Cardoso Escreve

Hello world! :)
Bem, hoje é o último capítulo que comecei há tantos meses atrás. No início pensei que esta tarefa ia ser muito mais fácil mas a história da Alice é tão louca que mal consegui fazê-lo. Mas confesso que me deu muito gozo, afinal de contas puxou pela minha imaginação e pediu muito esforço da minha parte. Não sei se correspondi às vossas expectativas mas espero que sim. :) Também quero dedicar estes posts à minha amiga Diana Ramos. Obrigada por tudo o que tens feito por mim, miúda! Amanhã já vos apresento a nova história mas por enquanto digam-me...
O que acharam deste conto transformado? Esperavam melhor ou pior? O que mudariam?
Sorrisos,
Alexandra :)



A quadrilha das lagostas
 Quem roubou as tortas?

PS: Não se esqueçam do pseudo-concurso começado aqui. Quem me trouxer mais subscritores esta semana recebe umas prendinhas. :) 

O depoimento de Alice

Alice abriu a boca poucos milimetros em sinal de espanto, ela nada sabia das tortas, como poderia testemunhar? Mas a menina conhecia bem o temperamento "simpático" da rainha pelo que se apressou a ir para o centro batendo até no banco de um júri com a pressa estava, ainda mandavam que lhe cortassem a garganta mas isso é que não podia ser, depois como justificava ao pai que já não tinha a cabeça? Haveria de ser uma grande confusão. Depois de ajudar um senhor com cabelos grizalhos e olhos azuis, muito magrinho, a levantar-se Alice continuou o seu caminho até ao lugar onde seria suposto.
- Que sabes tu a propósito deste caso? - perguntou o Rei a Alice quando tudo já estava composto.
Alice corou mas optou por ser franca mesmo que a Rainha não viesse a gostar.
- Nada, meretíssimo!
- Nada!
- Nada de nada?
- Nadinha, majestade. - foram as palavras de Alice enquanto engolia em seco. Estava nervosa. Afinal foi por não saber nada que a Duquesa tinha sido castigada.
- Isso é muito importante! - disse o Rei voltando-se para a multidão e olhando em redor.
- Desimportante! - a voz tinha vindo de trás do Rei, vinha da Rainha e isso deu um motivo a Alice para começar a tremer.
- Sim, desimportante, meu doce. - Corrigiu o Rei. - Ou será mesmo importante? Desimportante? Importante? - O Rei estava mais confuso com a palavra certa do que Alice com todo aquele mundo.
- É a menor importância, meretíssimo. - Alice deu um pequeno salto, não queria ter dito aquilo. Mas a verdade é que não havia reação de ninguém, pelos vistos aquilo tinha sido um pensamento dela e estava tão assustada que já pensava que o desastre ia acontecer a qualquer movimento dela.
Nesse momento o Rei, que estivera a escravinhar num pequeno livro de capa dura e preta, daquelas com aspeto antigo, gritou:
-Silêncio! - e lendo o que estava escrito continuou - Artigo 42 do Reino das Copas: Todas as pessoas com mais de 1Km de altura devem abadonar o tribunal.
Imediatamente olharam para Alice, que estava a crescer desde que entrara no tribunal (ela já estava tão habituada a estas mudanças loucas que nem tinha reparado que estava a crescer novamente).
- Mas eu não tenho 1Km de altura.
O rei observou-a de cima abaixo como tirando-lhe as medidas com os olhos:
- Pois não, a esta altura já deves ter quase 3Km...
- De qualquer das maneiras não me apetece ir embora. - Sentou-se mesmo ali no meio. - Além de que esse artigo acabou de ser inventado, tem que ser aprovado pelo tribunal primeiro.
O Rei ficou pálido, até fazia lembrar a Branca de Neve, e fechou o livro com um estrondo.
- Façam o vosso veredicto, juízes. - ordenou.
- Mas majestade... ainda falta avaliar a carta. - disse uma senhora de caracóis loiros com lábios vermelhos e óculos de tartaruga.
- Que carta?
- Esta! - e acenou bruscamente com um papel branco. Render-se-ia ao Rei com aquela carta?
- O que diz?
- Não sei... ainda não a abri.
O Rei dirigiu-se à mulher de gosto duvidoso e pegou no papel. Nada estava escrito do lado de fora. Nem mesmo uma assinatura.
- O que tem esta carta de especial? - perguntou o Rei à loira.
- Foi encontrada no bolso do prisioneiro. Nem sequer teve a decência de assinar como um cavalheiro. Ela olhava o Valete com os olhos em linhas finas, talvez até com um pouquinho de raiva devido à sua falta de dignidade. Alice não gostou como o Valete era olhado.
- É a letra do prisioneiro?
- Não, não é, mas o que interessa isso? Talvez tenha imitado a letra de outra pessoa...
A Rainha, que estivera calada até aí, levantou-se e gritou (qual o espanto?):
- Estou farta disto. Isto prova a culpa dele e que lhe cortem a cabe....
- NÃO!!! Isso não prova coisa nenhuma. Vocês ainda nem leram, como sabem?
- Leia-os você! - E o Rei atirou com a carta para o colo de Alice.



Eles falaram que você chegou perto dela
E de mim para ela falou
Ela achou que eu era um bom caráter
Mas não me deixou nadar ainda assim.

Ele deu sua palavra que não tinha sido eu
(E todos sabemos, isso é verdade)
Se ela quisesse mesmo saber
O que aconteceria com você?

Eu dei para ele um, eles lhe deram então dois,
Você para nós deu três ou mais
Eles todos devolveram os seus
Mas todos eram meus antes

Se houvesse chance de ela ou eu
Estarmos envolvidos nesse problema
Ele pediria a vocês para libertá-los
...
-Chega! Está mais que provado, portanto jurados... - disse o Rei esfregando as mãos.
-Se alguém entender os versos... - interrompeu Alice, agora que tinha visto o que estava a crescer tinha deixado de ter medo. - Não há sentido nenhum em nada.
-Melhor, só nos livramos de um incómodo. Nem tudo tem que fazer sentido, sabes? - olhou o papel por trás do ombro de Alice - e eu até que encontro uma explicação. Ora olha... - o Rei apontou o papel. - "Mas disse que eu não sei nadar". Você sabe nadar, Valete?
-Eu não, senhor meu Rei!
-Vês? - e sorriu irónicamente para Alice. - "E todos sabemos, isso é verdade" fala do júri ditar a verdade; "Se ela quisesse mesmo saber" é a Rainha que quer saber o que aconteceu; "Deram duas a ele, a ela dei uma..." fala das tortas obviamente!- Mas os versos continuam com "Todas voltaram, não faltou nenhuma." - replicou Alice.
“Mas os versos continuam com Todas voltaram, não faltou nenhuma”, disse Alice.
- Claro, olhe. - O Rei apontou a mesa das iguarias com a cabeça. - Lá estão elas, todas! Nós acusamos o Valete da tentativa de assalto, não do assalto em si. Depois está "Eu achava que tinha sido eu "Antes dela dar seu estrilho" só se pode referir que quando a Rainha o acusou ele se apercebeu que não podia ter feito aquilo, certo? Deixemos o júri tomar o seu veredicto.
- Não, não! Primeiro a sentença... - a Rainha estava mortinha por cortar pessoalmente a cabeça a alguém.
- Que disparate! A sentença não pode ser dada antes do veredito, imagine que ele é considerado inocente...
- Dobra a língua miúda! - a Rainha quase deitava fogo pelos olhos e fumo pelos ouvidos.
- Não dobro! - e deitou-lhe a língua de fora.
- CORTEM-LHE A CABEÇA! JÁ! - já Alice devia estar à espera mas com a sua altura nada lhe metia medo, não lhe conseguiriam chegar ao pescoço e não.
- Que me importa? Eles não passam de uns lingrinhas com mania de serem baralhos de cartas.
Nesse instante todos os soldados começaram a bater em Alice, a dar murros e pontapés. Quando viram que  resistia subiram por ela acima. Com as suas lanças começaram a picar-lhe a cabeça e o pescoço. Ela deu um gritinho e fechou os olhos e tapou a cabeça com as mãos tentando rebatê-las. O grito aumentou, o medo tinha voltado a ser muito. Alice parou de sentir fosse o que fosse, pensou que eles tinham conseguido arrancar-lhe a cabeça. Abriu os olhos e deu por si a acordar no colo da irmã.
Algumas folhas caiam sobre o seu rosto e a irmã olhava para ela meiga:
- Tiveste algum pesadelo?
- Sim, acho que foi isso... - Alice tinha o rosto assustado mas aos poucos foi começando a sorrir. Sentou-se junto da irmã e esta aproveitou para se levantar.
- Vens?
- Vou já! Deixa-me respirar apenas um pouco.
Quando a sua irmã virou costas Alice viu ao longe um coelho branco. Corria com um relógio de bolso enrolado no pêlo.

4 opiniões super acertadas:

A tua opinião é sempre bem-vinda. ^^
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  1. Adoro a atitude da Alice!! Especialmente o "não dobro a lingua" <3
    Teremos aqui um Hint para um Take on à segunda História da Alice? :P
    Beijinhoo*

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    1. Maybe mas não contava muito com isso, esta não me deu a liberdade que eu queria. ._.
      Sorrisos,
      Alexandra :)

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  2. Obrigada! ♥
    Adorei, a atitude da Alice é demais haha!
    http://keepcalmandshopvintage.blogspot.pt/

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    Respostas
    1. Aquela língua de fora foi a minha parte preferida. :P
      Sorrisos,
      Alexandra :)

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