Hello world! :)
Chamo-me Alexandra e tenho 24 aninhos. Estudo Ciências dos Computadores na FCUP mas o meu verdadeiro sonho é seguir Design Gráfico para o que sou formada através da escola FLAG com média de 17. Além disso sou uma aventureira e estou sempre metida em novos projetos, exemplo disso é este blogue que apesar de me fazer sentir feliz e realizada é atualizado sempre a pensar em vocês e no que gostam.
Este projeto nasceu a 24 de novembro de 2011 através do meu canal do Youtube já que estava a aprender a cuidar de mim fosse em roupas, saúde ou maquilhagem. A verdade é que na altura senti necessidade de criar o canal porque tinha muitas dificuldades nas coisas mais básicas e queria transmitir os meus problemas e como os resolvi a quem estivesse na mesma situação que eu. Tímida como era acabei por abandonar um pouco os vídeos e criar este blogue que estão a ler.
Para me conhecerem um pouco mais, além de me lerem e tentarem conviver comigo nos meus contactos (ver aba respetiva) podem ler estes posts e estas TAG's e darem-me a vossa opinião.
Sorrisos,
Alexandra :)

A 11/12/2014

EM quinta-feira, dezembro 11, 2014
Alexandra Cardoso Escreve

Tinha acabado de almoçar com o meu rapaz no H3 quando conversavámos sobre a nova forma de assinalar o cartão para a refeição gratuita ao fim de 10 já consumidas utilizando os smartphones. Dizia eu que não era justo que assim fosse se nem toda a gente usa tecnologia dessa. Pelo menos é este o meu pensamento talvez por possuir o telemóvel mais barato que encontrei sem ser em segunda mão. O meu caso não é por falta de poses mas num país em crise financeira sou culpada por pensar que existiria por aí tanta gente sem um telemóvel de última geração?

Olhei em redor e reparei que a situação não era a que pensava. À minha volta estava muita gente de smartphone na mão. Smartphones esses que custam centenas de euros com que uma família podia alimentar os filhos. Mas mesmo assim insistem em terem telemóveis desses, relógios de ouro no pulso, carros de luxo à porta de casa (mais não seja pelos sorteios das faturas e das televisões),... Há tanta mas tanta gente a viver de aparências.

Infelizmente mostrar poses que na verdade não têm na conta bancária (ou debaixo do colchão) não é a única forma de viver de aparências. As pessoas tentam mostrar-se inteligentes, divertidas, carinhosas,... vestem-se de acordo com a moda mesmo que não se sintam confortáveis com isso, vêm ou lêm certas histórias só porque são faladas e comentadas (por vezes nem se dão ao trabalho de o fazer embora dêm essa ideia). As fotografias são cada vez mais iguais, as pessoas cada vez mais parecidas entre si (ou essa é a ideia que tentam transmitir). Mas apenas por fora. Por dentro continuamos a ser induvíduos com as nossas próprias crenças, as nossas ideias, os nossos gostos. Existem ainda aqueles grupos que, por medo de serem criticados, escondem a sua orientação sexual casando anos a fio com alguém de quem não amam verdadeiramente. Ou não se sentem suficientemente confiantes para não agirem consoante o gênero que lhes foi rotulado ao nascerem e esconderem assim o gênero com que realmente se identificam.

Pergunto-me porquê! Como é que em pleno século XXI, as pessoas se deixam influenciar pela imagem que transmitem aos outros em vez de serem verdadeiramente felizes? Usar, fazer, pensar, falar e ser aquilo com que se sentem realmente bem não os devia realizar interiormente? As críticas que ouvem são pesadas, bem sei. Muitas vezes não são apenas criticados mas também maltratados seja psico ou fisicamente. Quantos drags queens/kings ou trans (e mesmo homo, bi e panssexuais) são encontrados sem vida num canto obscuro por terem sido vítimas de crimes de ódio?

É por isso que não culpo (nem posso culpar) as pessoas de esconderem a forma como são mas continuo sem compreender como se podem esconder. Porque se eu escondesse o meu corpo pelo facto de ser chamada de roliça estaria a dar-lhes razão, a dizer que realmente há motivos para não poder mostrar o meu corpo, que eu não deveria ser assim mesmo sentindo-me bem no meu corpo e na minha personalidade. Além do mais se não nos envergonhassemos de ser como somos os mais tímidos também teriam coragem para os encarar e para falar "Eu sou assim!" (já dizia um amigo meu que se pudesse gritava ao mundo que era uma banana e que gostava de comboios). Podiamos apoiar-nos uns nos outros sem medo de represálias de qualquer gênero. Fosse pelo que fosse. Fosse porque não temos um Porsche na garagem, porque o nosso filho gosta de brincar com bonecas ou simplesmente porque adoramos a cor preta.

Até porque seja lá de que forma for vamos ser sempre criticados. Se formos bons alunos somos marrões, se formos maus alunos somos desleixados. Se somos felizes somos cínicos, se formos infelizes queremos chamar à atenção. Costumo dizer que "Ninguém é perfeito!" mas durante este texto fui mudando a minha linha de pensamento. Agora digo que...

Todos somos perfeitos! :)

por Alexandra Cardoso, The Sweetest Life

2 opiniões super acertadas:

A tua opinião é sempre bem-vinda. ^^
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  1. Não se pode agradar a gregos e a troianos... Dentro das nossas "imperfeições" somos todos perfeitos e, na verdade, não nos cabe julgar a vida dos outros. :p Tudo frases feitas que, para mim, fazem sentido ;-)

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