Hello world! :)
Chamo-me Alexandra e tenho 24 aninhos. Estudo Ciências dos Computadores na FCUP mas o meu verdadeiro sonho é seguir Design Gráfico para o que sou formada através da escola FLAG com média de 17. Além disso sou uma aventureira e estou sempre metida em novos projetos, exemplo disso é este blogue que apesar de me fazer sentir feliz e realizada é atualizado sempre a pensar em vocês e no que gostam.
Este projeto nasceu a 24 de novembro de 2011 através do meu canal do Youtube já que estava a aprender a cuidar de mim fosse em roupas, saúde ou maquilhagem. A verdade é que na altura senti necessidade de criar o canal porque tinha muitas dificuldades nas coisas mais básicas e queria transmitir os meus problemas e como os resolvi a quem estivesse na mesma situação que eu. Tímida como era acabei por abandonar um pouco os vídeos e criar este blogue que estão a ler.
Para me conhecerem um pouco mais, além de me lerem e tentarem conviver comigo nos meus contactos (ver aba respetiva) podem ler estes posts e estas TAG's e darem-me a vossa opinião.
Sorrisos,
Alexandra :)

A 20/03/2015

EM sexta-feira, março 20, 2015
Alexandra Cardoso Escreve



Um plano a ser trabalhado

Sofia não sabia para onde ir nem como ir. Apenas sabia que tinha que ir, fugir dali o mais rápido possível. O medo era mais forte que a razão e fazia-a correr pelas ruas sem saber por onde passava.
Inesperadamente acabou por ir parar a uma porta de madeira que pertencia a uma velha casa amarela, uma casa pouco moderna mas em que ela passava a maior parte do tempo ou não pertencesse esta casa a uma das suas melhores amigas, Loba. Não sabia se tinha lá ido por hábito ou por saber que Loba a podia acalmar e talvez perceber o que se tinha passado mas a verdade é que agora, que tinha parado para respirar um pouco, percebia que aquele era o melhor local para onde ir.
-Ding! Dong!, Ding! Dong!, Ding! Dong! – Era o som ouvido dentro da casa de telhado negro devido ao xisto de que era feito.
Sofia esperava ofegante junto à entrada quando lhe abriram a porta. Felizmente Sofia descobriu que do outro lado a pessoa que apareceu foi a amiga e ninguém da sua família. Loba reparou no rosto assustado de Sofia e rapidamente pegou na sua mão e puxou-a devagar para a levar para o seu quarto sem se esquecer de fechar a porta. Fê-la sentar-se no colchão da sua cama coberto por uma colcha de retalhos coloridos que a dona adorava. Trancou a porta do quarto à chave e sentou-se ao seu lado. Abraçou-a e esperou que ela falasse. Via-se que estava perturbada mas tinha que a deixar tomar a iniciativa de falar para não a pressionar demasiado.
-Ele… Ele morreu, Loba. – Disse começando a chorar.
Loba ficara confusa. De quem estaria a falar?
-Sofia, calma! – Disse abraçando-a ainda mais apesar de também ela estar a começar a ficar nervosa. – Tenta falar com calma. Quem é que morreu?
-O Verdes, Loba. O Verdes morreu. – Disse com as lágrimas continuando a percorrer-lhe o rosto.
-Hã? Como assim? O que é que aconteceu Sofia? – Perguntou a amiga surpreendida.
-Em casa do Rasec.
-Como assim? Ups, desculpa! Fala à vontade. É só que é estranho toda esta situação.
-Bem, o Rasec pediu-nos para irmos ao apartamento. Quando lá chegámos ninguém estava por isso o Verdes arrombou a porta. E encontramos o Quental morto? – Sofia tapou os olhos como se isso a fizesse não se recordar daquela cena horrível mas respirou fundo e continuou a contar. - Claro que eu fiquei chocada. De tal modo que o Verdes teve que ir buscar um copo com açúcar para que eu ficasse mais calma. Ele foi à cozinha e foi de lá que ouvi algo a cair ao chão. Uma panela ou algo do género. Fui ver o que tinha acontecido quando me deparei com o corpo dele pendurado na parede em frente segurado por uma faca de cozinha com este papel rasgado.
Loba pegou no papel que Sofia lhe estendia e leu-o.


“Nenhum pecado escapará,
Nem o orgulho
Nem nenhum outro!”

Quando acabou de o ler Loba tinha a boca tapada com o horror de toda aquela história e das imagens que lhe tinham passado pela mente enquanto a ouvia. Após recuperar do choque separou-se de Sofia e deu uma volta pelo quarto com a mão esquerda atrás das costas. Este era um dos seus hábitos e este indicava que estava seriamente pensativa em algo e Sofia não deixou de reparar em tal atitude.
-Que se passa? – Perguntou limpando as lágrimas com as pontas das mangas da camisa branca que trazia.
Loba parou e olhou seriamente para ela. E sorriu, era um sorriso triste, como quando Loba queria transmitir felicidade aos que a rodeavam sem o sentir sequer um pouco, mas mesmo assim era um sorriso.
Loba demorou a responder mas mesmo assim acabou por falar.
-É que…Se duas pessoas morreram naquele apartamento então as lendas em volta dele podem ser verdadeiras e se assim é…
-Se assim é… Que foi Loba?
-Se assim for então o Rasec pode estar em perigo visto que ele mora naquele apartamento. – Loba tentava continuar o que lhe passava na cabeça mas os sentimentos quase não a deixavam. – Precisamos de fazer algo Sofia.
-Sim, precisamos. Mas o quê?
-Não sei mas eu não aguentava perdê-lo! Ele é o meu melhor amigo. – Fez uma pequena pausa para não deixar o que sentia afectar-lhe a razão. – Por isso estava a pensar em alguma ideia para impedir que lhe aconteça alguma coisa.
-Já tens alguma ideia?
Loba não lhe respondeu. Limitou-se a pegar no telemóvel que estava em cima da mesa de estudo e a telefonar para alguém.

por Alexandra Cardoso, The Sweetest Life

4 opiniões super acertadas:

A tua opinião é sempre bem-vinda. ^^
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  1. nossa você escreve tão bem, queria escrever como você, parabéns! Ficou muito bom! <3

    umagarotasemestilo.blogspot.com

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    1. Awww, és tão querida.
      Muito, muito obrigada! ^^

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  2. adorei, está super bem escrito e despertou a minha atenção :)

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