Hello world! :)
Chamo-me Alexandra e tenho 24 aninhos. Estudo Ciências dos Computadores na FCUP mas o meu verdadeiro sonho é seguir Design Gráfico para o que sou formada através da escola FLAG com média de 17. Além disso sou uma aventureira e estou sempre metida em novos projetos, exemplo disso é este blogue que apesar de me fazer sentir feliz e realizada é atualizado sempre a pensar em vocês e no que gostam.
Este projeto nasceu a 24 de novembro de 2011 através do meu canal do Youtube já que estava a aprender a cuidar de mim fosse em roupas, saúde ou maquilhagem. A verdade é que na altura senti necessidade de criar o canal porque tinha muitas dificuldades nas coisas mais básicas e queria transmitir os meus problemas e como os resolvi a quem estivesse na mesma situação que eu. Tímida como era acabei por abandonar um pouco os vídeos e criar este blogue que estão a ler.
Para me conhecerem um pouco mais, além de me lerem e tentarem conviver comigo nos meus contactos (ver aba respetiva) podem ler estes posts e estas TAG's e darem-me a vossa opinião.
Sorrisos,
Alexandra :)

A 17/04/2015

EM sexta-feira, abril 17, 2015
Alexandra Cardoso Escreve


O reencontro

Os seus olhos azuis não lhe saiam da mente. Transmitiam-lhe uma serenidade incrível que nem o mar lhe proporcionava. Por mais que tentasse a verdade é que não conseguia esquecer o seu olhar. Também não esquecia a sua voz acolhedora e quente que chegava a ser reconfortante e lhe conseguia dar a autoestima necessária para resolver todos os problemas, para conseguir conquistar o mundo. Sabia que ela lhe transmitia os mesmos sentimentos. Prova disso eram as horas infinitas que passavam agarrados à pequena máquina que toda a gente chama de telemóvel. A troca de mensagens através do computador também era frequente. A verdade é que não conseguiam estar um sem o outro e ao fim de um ano de ausência as saudades apertavam e causavam um certo arrepio na espinha e as borboletas pareciam sobrevoar no estômago.
Assim quando souberam que a associação estava a preparar a prova de orientação anual ficaram ambos radiantes. Era a hipótese ideal para poderem finalmente reencontrarem-se e poderem estar nos braços um do outro. Poderiam finalmente deixar os seus sentimentos fluírem. O facto de terem sido escolhidos como par tornava o momento ainda mais especial. A felicidade era notável quando se reencontraram no ponto específico escolhido para começarem a prova. Os locais eram diferentes para todas as equipas e a eles não poderia ter calhado algo mais compatível com todo aquele nervosismo que os fazia tremer. Encontravam-se no topo dos telhados de Lisboa antiga. A paisagem era magnífica, encantadora, dir-se-ia que conseguia ser soberba. À sua frente conseguia-se contemplar toda a cidade. A sensação de terem o mundo, ou pelo menos a cidade, a seus pés era inesquecível. Os contrastes entre edifícios, a luz refletindo nas janelas fazendo tudo brilhar de uma forma suave e verdadeiramente encantadora, as texturas que se podiam notar e a forma como combinavam entre si formavam uma imagem paradisíaca que guardariam nas suas mentes para sempre. Combinava tão perfeitamente com aquele reencontro pelo qual tanto ansiavam.
Finalmente ela viu-o ao longe. Correu para ele atingindo a velocidade de uma lebre. Era pequenina mas a vontade de estar com ele ultrapassava todas as barreiras. O sorriso dela era enorme. E o dele também. Demonstrava toda a sua grandiosidade mas foram as suas palavras que evidenciaram os seus receios e nervosismo.

-               Afinal o que é que nós somos?

As palavras assustaram-na. Porque é que ele estava a perguntar-lhe aquilo? Era tão óbvio para ela, era impossível ele não saber o que realmente sentiam um pelo outro. Os sentimentos eram tão evidentes. Formou-se um nó na garganta. Pensou que ia chorar mas no último momento conseguiu forças para não o fazer e, no meio de um riso cristalino, atirou uma piada para o ar.

-               Somos dois doidos que para aqui andam, olha-me esta. É pergunta que se faça?

Ele suspirou e entrou pela janela que se encontrava na frente deles. Esta era a primeira fase da prova. Teriam que revistar o quarto em busca de gelados. Com o calor que estava bem que eram apetecíveis. A brancura das paredes e dos lençóis sobre a cama davam um aspeto demasiado vazio ao quarto. Sem vida. Refletia o estado de espírito de ambos. Os dois convictos de que aquilo que sentiam não era correspondido mas nenhum deles queria demonstrar a tristeza e a frustração que sentiam. Nenhum estava disposto a mostrar o frio presente no coração nem o fogo presente nos pensamentos. Não era apenas por orgulho mas também por saber que se poderiam magoar mutuamente e eles nunca deixariam que isso acontecesse. Assim concentraram-se arduamente na busca pelos gelados. Abriram gavetas, reviraram cadeiras, desfizeram a cama, no final o quarto já não parecia o mesmo. Parecia que um furacão tinha entrado pela divisão transformando-o de um quarto límpido e arejado a um cenário sem ordem nem qualquer atração. Acabaram por cumprir o seu objetivo e encontrar o que tanto tinham procurado. Isso animou-os um pouco e olhando para aquela confusão acabaram por sair pela janela contrária à que tinham usado para entrar enquanto riam como se nada se tivesse passado antes, como se aqueles fossem os últimos risos que dariam na sua vida e tivessem que aproveitar toda a vontade intrínseca que tinham para gargalharem.
Aproveitaram o resto da prova com diversão e muitas brincadeiras pelo caminho. Foram aproveitando para matar as saudades que tinham um pelo outro sem pensar fosse no que fosse. Talvez pensassem na prova mas de resto estavam livres para serem eles mesmos como sempre tinham sido um com o outro. Pelo caminho iam percorrendo os telhados das casas rústicas mas também iam subindo as escadas enormes das mansões que conseguiam atingir. Iam entrando pelas janelas e saindo pelas portas ou entrando pelas portas e saindo pelas janelas. Trepavam até ao topo de edifícios enormes onde podiam observar o mar e o rio que corria sereno lá em baixo.
Por fim encontravam-se num dos tantos telhados de tijolo que a cidade tem espalhados por todo o lado. A diferença é que as telhas se iam transformando em degraus de uma escadaria trabalhada quase sem fim, toda ela feita em mármore. Mesmo daquela distância e altura podiam observar que a escadaria acabava mesmo ao pé da água. O sol estava a começar a pôr-se e, sem casas para atrapalhar o que viam, a paisagem era a mais bonita que alguma vez tinham o prazer de observar na sua vida. O brilho dourado do rio era estonteante e o movimento das ondas fascinavam os seus olhares. Era maravilhoso acabar o seu caminho com aquela paisagem de sonho. Foi então que ele tomou coragem e pegando-lhe na mão perguntou-lhe:

-               Quando estivermos ali, ao pé do rio, e tivermos que ir embora, para onde iremos?

No entanto ela ainda recordava as palavras dele quando se tinham reencontrado. Ainda lhe faziam doer o peito por pensar que ele não correspondia ao que ela mais queria. O melhor era ser prática e despachar aquele assunto.

-               Olha que pergunta. Tu hoje estás com uma pontaria... Eu volto ao norte e tu ficas aqui pelo sul, é óbvio.
-               Mas eu quero tanto ficar contigo.... – olhou-a nos olhos tentando transmitir-lhe o quanto queria ficar a seu lado.

Foi aí que ela compreendeu que afinal que não havia pelo que ter mais medo. Não tinha que fugir mais dele. O sentimento dele era tão bonito quanto o dela e ela não aguentou. Uma lágrima caiu-lhe dos olhos cor de azeitona abrindo caminho pelas pequenas fendas da sua pele. Acabou por o abraçar. Não o queria deixar fugir agora que o tinha só para ela. Apertou com cada vez mais força. Tinha medo que se afrouxasse aquele aperto afinal aquilo não passasse de um sonho e tudo se desvanecesse. Poderia até ser assim mas ia aproveitar até ao último segundo. E foi por isso que acabou por proferir algumas palavras no meio das lágrimas mas também de um dos sorrisos mais bonitos que alguém já tinha largado.

-               Obrigado por seres o meu melhor amigo. Preciso tanto de ti na minha vida. Obrigado, Tomás. Obrigado por estares na minha vida. Adoro-te tanto...

E foi aí que ele também sorriu. Afinal, ambos acabavam de descobrir que os fios vermelhos do destino uniam a sua amizade eternamente e isso bastava para saberem que seriam felizes para sempre.


por Alexandra Cardoso, The Sweetest Life

14 opiniões super acertadas:

A tua opinião é sempre bem-vinda. ^^
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  1. Meu Deus!!! Como te agradecer tanto carinho?! É incrível como alguém, mesmo só me conhecendo pelo blog, pode tornar o meu dia melhor?!Obrigado mesmo pelos comentários, pelas ideias partilhas (e que já estão apontadas), obrigado pelos "sorrisos" que logo, logo me puseram a sorrir! Obrigado por estares sempre por perto e por fazeres perceber que este meu projeto faz sentido... mas só faz sentido se vocês estiverem por perto :')

    Um grande, um enorme, um gigante beijinho <3
    InstagramFacebook Oficial PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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    1. Awwww... és tão querido! <3 Sabádo quero mesmo conhecer-te. Nem penses que te escapas.

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  2. Em relação ao texto..... Escusado será dizer que está perfeito!!! Adoro a forma como escreves e como vês as coisas! <3 Continua sempre, por favor!

    InstagramFacebook Oficial PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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    1. Este é um pouco diferente por ter sido um sonho mas agradeço-te tanto mas tanto pelas tuas palavras. ^^

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  3. Que texto simplesmente maravilhoso, adorei ler cada palavra. Brilhante :D

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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    1. És um querido. Muito, muito obrigado! ^^

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  4. Obrigado , tu também escreves tão bem , perfeitoo ! :)

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  5. Deixas-me sempre tanto carinho e tantos sorrisos pelo blog que nem sei como te agradecer! <33333 Tenho pena que não tenhas atualizado o teu blog. Passa-se alguma coisa? :(

    InstagramFacebook Oficial PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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    1. Passa-se mas nada que não se resolva. Muito, muito obrigado pela tua preocupação e carinho. <3

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